Considerando que a qualidade do processo utilizado para o desenvolvimento e a manutenção de um produto ou sistema tem influência direta em sua qualidade final, o artigo apresenta alguns dos processos da Engenharia de Requisitos como uma alternativa viável e prática para melhoria da qualidade de software através da sistematização dos processos de gerenciamento de escopo (de projeto e de produto) – tanto nos casos de desenvolvimento quanto de manutenção deste tipo de produto. A abordagem, que é aderente às recomendações das referências PMBoK e CMMI-DEV, baseia-se na definição de uma WBS (Work Breakdown Structure) padrão a partir dos processos da Engenharia de Requisitos. Esta WBS passa a ser customizada para cada projeto de software em função de um critério objetivo definido pela organização (no caso deste artigo é considerado como exemplo o critério ‘tamanho do projeto de software, baseado em uma estimativa de pontos por função’), possibilitando melhoria nos processos relacionados à gestão do escopo, com conseqüente melhoria no produto final.
Palavras-chave: WBS; Lista de Requisitos; Engenharia de Requisitos; Gestão de Escopo de Produto; Gestão de Escopo de Projeto.
Este trabalho propõe o uso de protótipos de interface como idioma para estabelecer comunicação entre técnicos e usuários não técnicos durante a execução do processo de Validação (da Engenharia de Requisitos), como alternativa à utilização dos Diagramas de Casos de Uso para executar este processo. O artigo utiliza a semiótica (peirceana) como referencial teórico principal para analisar o repertório requerido na leitura e compreensão desses dois tipos de artefato como justificativa para a sugestão apresentada.
Palavras-chave: Design de interfaces; prototipação; Engenharia de Requisitos; Diagrama de Casos de Uso; processo de Validação.
O presente trabalho formula um problema analítico passível de pesquisa comunicacional, a partir de um problema funcional associado à produção de software. Os profissionais envolvidos com a indústria de software afirmam que o usuário não sabe o que quer, em virtude de modificações com freqüência significativa dos requisitos definidos para o produto. O que se deseja aqui é analisar, do ponto de vista teórico, o que pode levar os usuários à solicitação destes requisitos instáveis. Em seguida, avalia-se, através de uma análise semiótica peirceana, a complexidade envolvida no processo de compreensão dos requisitos de software.
O presente trabalho apresenta conceitos do diagrama de casos de uso, utilizado no desenvolvimento de software: trata-se de notação utilizada mundialmente durante o desenvolvimento de software para documentar necessidades dos usuários. A partir dos conceitos da notação é realizada uma reflexão do potencial comunicacional proporcionado pelo diagrama em questão, baseada principalmente na diferença de repertório dos envolvidos no processo de criação do artefato (técnicos) e dos leitores do artefato (não técnicos), utilizando como referencial teórico principal o estudo de diagramas da semiótica de C. S. Peirce e reflexões de percepção formuladas por Umberto Eco. Finalmente, é proposta a utilização do diagrama em conjunto com o design de interfaces como alternativa para facilitar a formação de sentido.
Este trabalho apresenta conceitos relacionados à produção de software livre e propõe a análise da produção deste tipo de produto segundo duas linhas básicas: como fenômeno de organização da sociedade (comportamento emergente) e segundo aspectos políticos (autor como produtor). Ao longo do texto são apontadas alternativas de aprofundamento para estudo pela comunidade científica – tanto de software quanto comunicação – considerando inclusive conceitos da Engenharia de Software.
Palavras-chave: software livre; software de fonte aberta, autor como produtor; Cultura tratada como Engenharia; emergência.
O CMMI é referência para a qualidade de software. Contudo, tem sido pouco adotado por pequenas empresas de desenvolvimento, devido principalmente às restrições de pessoal, ao custo com a implementação e manutenção do processo, além da demora no retorno do capital investido. Este artigo propõe uma alternativa para implantação dos processos da engenharia de requisitos presentes no CMMI, aliados ao planejamento estratégico. Esta alternativa possibilitaria uma eventual observação de melhorias em curto espaço de tempo, talvez, motivando a definição incremental dos processos do modelo, inclusive por pequenas empresas. Para subsidiar empiricamente as reflexões propostas, são apresentados dados iniciais de um estudo de caso realizado.
Palavras-chave: CMMI; Estratégia Organizacional; Engenharia de Requisitos.
Pessoas que utilizam sistemas de computação podem imaginar que quem desenvolve este tipo de produto trabalha única e exclusivamente utilizando tecnologias de ponta, e que os processos de comunicação ‘mais próximos’ (entre humanos) seriam substituídos por contatos homem-computador. Contudo, o processo de desenvolvimento de software utiliza em larga escala, nos estágios anteriores à construção dos programas, as mídias conhecidas como mídia primária e secundária para obtenção e documentação de requisitos. Este trabalho apresenta uma visão geral de como ocorre e a importância do emprego dessas mídias para que sejam criados produtos de software, procurando deixar claro que o contato entre pessoas não pode ser abandonado.
Este trabalho analisa as mudanças que a nova economia provocou no mundo dos negócios a partir de uma contextualização histórica e reflexões decorrentes do e-Commerce (comércio eletrônico), e do e-Business (negócio eletrônico), no que diz respeito ao relacionamento das empresas com os clientes, ao relacionamento entre empresas e, finalmente, entre os profissionais das empresas. Esta análise visa evidenciar que nas transações realizadas pela Web não estão em jogo apenas questões de ordem tecnológica, mas também mudanças na forma de agir e pensar das organizações e das pessoas que trabalham nestas organizações.
Palavras-chave: Internet; Intranet; e-commerce; e-business; base de conhecimento.